Seja para os papais experientes ou os de primeira viagem, não é novidade que a vida de uma criança é cheia de transformações. Para todas as mudanças, a única solução é ter tranquilidade e otimismo. Afinal, não tem como mudar a situação ou pular o período.
No conteúdo de hoje, vamos falar sobre a terrible three. Em resumo, adiantamos que, da mesma forma que a fase da adaptação escolar leva tempo, lidar com a crise dos três anos também demanda paciência. A boa notícia é que a entender pode facilitar o processo.
Por isso, a seguir, você compreende do que se trata a adolescência infantil, quais mudanças a caracterizam e como lidar com ela. Continue a leitura e confira!
O que é a crise dos 3 anos de idade?
Se a fase toddler é marcada por descobertas, a crise dos 3 anos é definida pelo hábito de contrariar. A partir da idade, contestar as decisões se torna um hábito, o qual é responsável pelo aumento da constância e da intensidade das birras. Não à toa, o período costuma ser desafiador para os pais e para as pessoas que convivem com os pequenos.
Ainda não conseguiu identificar como ela ocorre no dia a dia? Então, confira um exemplo:
Você está preparando a lancheira da criança e ela quer colocar o suco dentro da bolsa, porém vocês precisam sair de casa rapidamente porque estão atrasados. Prepara-se, não colocar a caixa da bebida na mochila vai dar início a uma crise de choro e gritos.
O que muda no período?
Ao contrário do desenvolvimento do bebê nos primeiros dois anos de vida, agora, a criança já possui a própria opinião e sabe muito bem o que ela quer. Portanto, se ela diz que deseja apertar o botão para pedir o elevador, ela não vai se contentar com algo diferente.
É importante que, apesar dos desafios, os pais entendam a importância do período, pois é nele que os pequenos desenvolvem a independência. A partir daqui, eles estão preparados para dizer que não gostam de determinados alimentos, escolher as roupas, começar a tomar banho sozinhos, dentre outras evoluções.
Em resumo, a adolescência infantil dos 3 anos é marcada pela descoberta da personalidade. Na prática, isso significa que o neném encontra uma identidade para mostrar o seu modo de viver. Vale ressaltar que esse momento é totalmente normal e as pessoas devem o naturalizar.
A partir do momento que você considera a fase como algo negativo, os sentimentos da criança são desvalidados e, consequentemente, o ato pode afastá-los. Lembre-se que você também já teve essa idade e, provavelmente, gerou as mesmas dificuldades.
Terrible two e terrible three: quais são as diferenças?
Além da idade e de algumas semelhanças na hora de lidar com o terrible two e o terrível três, as duas fases também possuem diferenças. A principal são as habilidades socioemocionais, ainda não desenvolvidas antes dos 3 anos.
No dia a dia, isso quer dizer que a criança já sabe expressar o que está sentindo. Por exemplo, ao ser contrariada, ela demonstra raiva, já quando escuta um não para algo que queria muito, a frustração é a emoção principal.
Outra mudança é o desenvolvimento. Isso porque, aos três anos, os pequenos já sabem falar, andar e se relacionar com as pessoas. Isso significa que o vocabulário foi ampliado, facilitando a capacidade de demonstrar os próprios desejos.
Fase dos 3 anos: como lidar?
Agora que você sabe tudo sobre a adolescência dos três anos, chegou o momento de aprender algumas dicas para tornar o período mais agradável. Separamos opções fáceis para você colocar em prática o quanto antes — veja quais são elas:
1. Deixe a criança aproveitar a independência
Permitir que os pequenos se sintam independentes é uma das melhores alternativas. Afinal, é exatamente isso que eles desejam. No dia a dia, permita que o seu filho escolha a própria roupa, defina um horário para brincar e outras pequenas decisões. O objetivo não é tirar a sua responsabilidade, mas fazer a criança entender que a opinião dela também é considerada e respeitada.
2. Converse sobre limites
Ao ter diálogos claros sobre os limites, é mais fácil cobrar as boas atitudes. Para isso, proponha conversas sobre o que é e não é permitido. Ao falar sobre os atos considerados errados, diga quais são as consequências e explique que elas são inegociáveis.
Após dar uma punição, é importante não mudar de ideia, pois ao fazer isso, você mostra que está tudo bem agir com falta de educação e ter outras atitudes erradas. Outro ponto crucial é conversar sobre o que foi feito de errado para explicar o porquê da situação ser considerada inadmissível.
3. Ofereça alternativas
Apresentar opções evita inúmeras birras e, por consequência, torna a rotina mais agradável. Por exemplo, se o seu pequeno não quer guardar os brinquedos naquele momento, você pode dizer que, enquanto prepara a mesa do jantar, ele pode continuar brincando. Parece algo insignificante, mas oferece alguns minutos a mais para brincar e, para a criança, ela sente que o desejo dela foi atendido.
4. Fale sobre as emoções
Dar nome aos sentimentos ajuda o bebê entender que todas as emoções são válidas, mesmo as desconfortáveis. Por exemplo, quando ele sentir raiva, fale sobre a situação que a gerou e que está tudo bem sentir isso. Infelizmente, não tem como proteger o seu filho das sensações desagradáveis. Logo, falar sobre elas desenvolve saúde emocional para enfrentá-las.
5. Considere os próprios limites
Para completar, temos o autocuidado materno. Viver a crise dos três anos de idade não é algo agradável ou uma tarefa fácil de lidar. Por isso, sinta-se à vontade para sentir raiva, medo, tristeza e qualquer outro sentimento.
Mãe, a maternidade é desafiadora e acolher os seus anseios é fundamental para a tornar mais tranquila. Ter um filho não deve invalidar a sua individualidade. Você continua sendo uma pessoa de carne e osso, digna de chorar e reclamar.
Caso precise de ajuda ou se sinta sozinha, não esqueça que somos a sua rede de apoio e temos diversos conteúdos para te ajudar. Inclusive, esperamos que o post sobre o terrible three facilite o período.
Até mais! ❤️

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