Os primeiros dias de vida de um bebê podem ser cheios de preocupações para os papais, uma delas é a Síndrome da Angústia Respiratória do Recém-Nascido.
Trata-se de uma condição bastante séria que pode afetar bebês prematuros ou aqueles que tiveram dificuldade em desenvolver seus pulmões completamente antes do nascimento. Essa situação pode ser assustadora e gerar apreensão para os pais, muitas vezes, demandando intervenção médica imediata.
Neste post, vamos falar sobre o que é a Síndrome da Angústia Respiratória do Recém-Nascido, discutiremos as causas, sintomas, tratamentos e mais. Se você é um pai ou mãe preocupado com a saúde do seu bebê, continue lendo e confira o que preparamos!
O que é a síndrome da angústia respiratória do recém-nascido?
A Síndrome da Angústia Respiratória do Recém-Nascido é um distúrbio respiratório em que os alvéolos pulmonares não conseguem se manter abertos sozinhos.
No geral, a Doença da Membrana Hialina (outra nomenclatura para a mesma condição) faz com que os recém-nascidos não produzam quantidades suficientes da substância chamada surfactante, essencial para a manutenção da abertura dos alvéolos pulmonares.
Para os bebês conseguirem respirar tranquilamente, os alvéolos precisam permanecer abertos para se encherem de ar. O surfactante é uma substância que reveste essas estruturas e reduz a tensão da superfície, permitindo que os alvéolos fiquem abertos durante todo o processo da respiração.
No caso dessa doença, os bebês apresentam dificuldade para respirar, uma vez que os alvéolos não permanecem abertos sozinhos. Essa condição costuma acontecer com recém-nascidos com 28 semanas de gestação ou menos.
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Quais são as causas dessa condição?
Essa condição é muito pouco comum e, em casos raros, resulta de mutações genéticas que levam à diminuição na produção da substância surfactante. Geralmente, ela ocorre principalmente em bebês prematuros, nascidos no final do período de prematuridade, ou em bebês cujas mães foram diagnosticadas com diabetes gestacional.
Além disso, gravidezes com múltiplos fetos, como gêmeos, trigêmeos ou outros, também têm uma maior probabilidade de o recém-nascido apresentar a doença. Outros fatores de risco são:
- Ser do sexo masculino e da raça branca;
- Histórico de síndrome da angústia respiratória do recém-nascido (SDR) em irmãos;
- Asfixia neonatal;
- Malformações torácicas que causam hérnia no diafragma.
Vale lembrar que mesmo que seu bebê apresente esses fatores, não significa que necessariamente vai ter a doença. Recomendamos sempre o acompanhamento com um médico especialista para ter um diagnóstico correto.
Quais são os sintomas da síndrome da angústia respiratória?
O principal sintoma para essa condição de saúde é a falta de ar muito grande. Basicamente, os recém-nascidos afetados por essa doença não possuem o revestimento adequado nos alvéolos, resultando na rigidez dos pulmões e no colapso, levando a uma completa falta de ar. Além disso, existem muitos outros sintomas para a síndrome da angústia respiratória, veja alguns:
- Respiração rápida, instável e difícil;
- A musculatura do tórax começa a repuxar durante a respiração;
- O bebê faz grunhidos durante a expiração;
- As narinas dilatam durante a inspiração;
- Quando a síndrome é grave, a respiração se torna menos eficaz e o bebê começa a ficar cianótico pela falta de ar.
O cansaço na respiração dos bebês é uma das grandes preocupações dos papais e mamães. Se deseja entender mais sobre o assunto, como as causas e tratamentos para esse sintoma, acesse e confira nosso post! Além disso, lembre-se de buscar por ajuda médica.
Como o diagnóstico é feito?
Só é possível diagnosticar a Doença da Membrana Hialina depois que o bebê nasce. Ele se baseia em exames para verificar a quantidade de oxigênio no sangue e em resultados anormais de tomografias. O bebê é observado durante as primeiras 72 horas de vida, onde se analisam a presença dos sintomas da doença.
Depois disso, são feitos exames radiológicos para visualizar a situação do pulmão do pequeno. Com a radiografia, o médico consegue visualizar a intensidade (grau) da síndrome, que pode ser classificada em I, II, III e IV.
Quais complicações podem acontecer com a SDR?
Os pulmões dos pequenos que possuem essa condição sofrem com a falta da substância surfactante. Vale ressaltar que o local afetado são os alvéolos pulmonares. Com isso, os bebês precisam de uma pressão maior para conseguir expandi-los, fazendo com que tenham dificuldade ao respirar.
Com isso, em algumas ocasiões se torna necessário utilizar um ventilador mecânico que, consequentemente, pode levar a uma ruptura dos pulmões.
Em adição, os bebês que possuem a SDR possuem um maior risco de hemorragia cerebral. Apesar disso, todas as complicações (e a doença) podem ser evitadas através da prevenção e de um tratamento correto. Por isso, reforçamos mais uma vez a importância de buscar um profissional qualificado o mais rápido possível em caso de suspeitas.
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Quais são os procedimentos adequados para solucionar essa condição?
O risco associado a essa síndrome diminui consideravelmente quando o parto é adiado, permitindo que o feto continue seu desenvolvimento e produza uma quantidade maior da substância surfactante.
Nos casos onde o médico estima que a criança terá a doença, é possível fazer um tratamento com a aplicação de corticoides pelo menos 24 horas antes do parto. Esse medicamento vai estimular a produção da substância nos pulmões do pequeno.
Após o nascimento, como comentado anteriormente, o recém-nascido pode precisar de suporte mecânico caso sua condição seja grave, ou, em casos um pouco mais tranquilos, a utilização de uma tenda de oxigênio.
Outra opção de tratamento envolve a aplicação de uma droga surfactante no bebê. Esse remédio consegue reduzir a gravidade da doença e evitar colapsos pulmonares, por suprir a necessidade da substância até que o corpinho do recém-nascido consiga produzir ela sozinho.
Novamente reforçamos a importância do acompanhamento médico para o diagnóstico e tratamento da síndrome.
Agora você já sabe todas as informações relacionadas à síndrome da angústia respiratória do recém-nascido. Fazendo exames, buscando auxílio médico e seguindo o tratamento correto, mesmo com a doença, seu bebê pode ficar bem! Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a tirar todas as suas dúvidas.
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