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mãe com a cabeça baixa ao lado de bebê

Depressão Pós-Parto: causas, sintomas e tratamentos!

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O bebê está chorando, a casa está uma bagunça, você não toma banho há dias e se sente totalmente sobrecarregada… até mesmo a ideia dos avós visitando o bebê parece demais neste momento. Você está se identificando com a situação? Conhece alguém que está passando por isso?

Esta é uma cena típica para uma mãe de primeira viagem, eu sei, mas é possível que estes sintomas também sejam por conta de uma síndrome conhecida como depressão pós-parto que, infelizmente, acomete uma parcela considerável de mulheres que passam pela transformação de se tornarem mães, com todo os processos da gravidez, do parto e dos primeiros momentos com a criança.

É claro que esses eventos são mudanças difíceis na vida de qualquer mulher, mas algo incomum é quando eles parecem intransponíveis e a mulher se sente desanimada e apática na maior parte do tempo. A síndrome precisa ser identificada por um profissional, mas é importante estar atenta aos seus sinais desde o início.

É preciso entender também que esta síndrome tem cura e as novas mães que estão experimentando esses sentimentos podem manter a esperança. E a melhor coisa que podemos fazer por nós mesmas – e por tantas outras mulheres – é remover o estigma e a vergonha em torno dessa experiência compartilhada falando abertamente sobre ela.

Hoje, queremos dividir nosso conhecimento sobre o assunto, oferecendo uma importante ajuda, discutindo o que é possível fazer antes da chegada do bebê e como proceder nos tratamentos para depressão pós-parto.

Depressão pós-parto: o que é?

A depressão pós-parto é uma condição grave que pode se desenvolver após o parto, embora também possa se desenvolver a qualquer momento durante o primeiro ano de seu bebê.

É bastante comum que mães (e pais) sintam sintomas de depressão pós-parto durante as três primeiras semanas após o nascimento o bebê, afinal, se trata de uma grande mudança na vida dos progenitores, principalmente quando estamos falando da chegada do primeiro filho.

sinais de depressão

Por isso, é de suma importância que os pais estejam muito bem preparados psicologicamente para a chegada do bebê e consigam compreender que as situações pelas quais irão passar não serão fáceis, mas que se trata de um filho, que fará vocês sentirem um amor que nunca sentiram antes e que todos esses desafios serão importantes lições que precisarão aprender.

Contudo, quando surge a depressão pós-parto, tudo pode parecer confuso, pois os pais (principalmente a mãe) estarão vivendo sentimentos antagônicos: felicidade, medo, apatia e empolgação. Outro fato comum é que os novos pais esperam sentir extrema alegria com a chegada do bebê, mas quando têm também sentimentos negativos, isso faz com sintam-se confusos.

Mas não precisam se desesperar, pois existem tratamentos para a depressão pós-parto e, com o acompanhamento de profissionais, como os médicos e psicólogos, é possível se recuperar e aproveitar o melhor de sua nova jornada.

Família sentada na cama com o seu bebê

 

Você não está sozinha (e não deve ficar)!

O tratamento, com certeza, não acontecerá espontaneamente e os pais não conseguirão superar essa condição sozinhos.

Pais e mães de primeira viagem podem ter vergonha de admitir que nem sempre se sentem felizes e que precisam de ajuda. Afinal, sentem-se tristes, ansiosos, preocupados e até mesmo apáticos e, na maioria das vezes, não conseguem agir, tampouco procurar as outras pessoas para buscar ajuda.

Mas é preciso entender que não há motivos para se envergonhar e que não precisam enfrentar isso sozinhos. Aliás, é importante sempre ter com quem contar e compartilhar as dificuldades com entes queridos e também com profissionais especializados.

Portanto, a dica aqui é: peça ajuda! Para os avós, para os tios, amigos… nestes momentos, vale até mesmo contar com os vizinhos, que podem ter um tempinho para ajudar de alguma forma, nem que seja com uma palavra de apoio. É muito importante manter contato com as pessoas que possam ajudar nos primeiros meses do bebê.

Além disso, é importante também contar com a ajuda de profissionais. Marque consultas com seus médicos de confiança, faça acompanhamento com um pediatra (pergunte tudo que puder) e busque fazer acompanhamento psicológico sempre que possível, afinal, compartilhar as dificuldades faz com os desafios se tornem mais leves.

É importante deixar as pessoas próximas e os seus médicos sabendo como você se sente e conversar sobre como seu humor está afetando você. Essas pessoas, com certeza, terão muitos conselhos importantes para te dar!

Sintomas de depressão pós-parto

Claro que nem todo cansaço e desânimo é sinal de que você está passando por uma depressão pós-parto. Por isso, entender quais são os sintomas pode ajudar muito na identificação da doença. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e, em alguns casos, de um dia para o outro. Os sintomas podem incluir:

  • Ataque de ansiedade e/ou pânico;
  • Humor depressivo ou triste;
  • Choros excessivos e com maior frequência;
  • Sentimentos de apatia e inutilidade, culpando-se constantemente por ser uma boa mãe ou um bom pai;
  • Afastar-se de amigos e familiares;
  • Uma sensação de desesperança ou de que as coisas não vão melhorar;
  • Mudanças repentinas de humor;
  • Dificuldade de concentração;
  • Irritabilidade intensa;
  • Falta de interesse ou dificuldade de se relacionar com seu bebê;
  • Pensamentos de prejudicar a si mesma (o) ou ao seu bebê.

Se você se identifica com os sintomas acima, é importante conversar com seu médico o mais rápido possível. Serão providenciados tratamentos para te ajudar a se sentir melhor consigo e em relação aos outros. Há muitas coisas que podem causar depressão pós-parto, principalmente se você já teve depressão antes ou em outras gestações.

Estresse, problemas com drogas ou álcool, baixa autoestima ou problemas com a gravidez podem aumentar a probabilidade de depressão pós-parto, por isso, é importante evitar esses tipos de comportamentos e hábitos o máximo que puder.

Mãe cansada sentada na janela da sua casa

 

Psicose Pós-Parto

Em casos mais raros, algumas mulheres também podem desenvolver a psicose pós-parto, uma condição mental grave. É uma situação de emergência e precisa de ajuda médica imediata. Se você tiver com os sintomas abaixo, ligue para o seu médico ou para a emergência imediatamente:

  • Insônia profunda acompanhada de irritabilidade;
  • Não consegue pensar e raciocinar com clareza;
  • Tem alucinações ou delírios, o que significa que você sente ou acredita em coisas que não são reais;
  • Você tem pensamentos obsessivos e amedrontadores sobre seu bebê;
  • Sente-se paranoica – profundamente desconfiada de outras pessoas e ninguém pode convencê-la do contrário;
  • Não sente fome e recusa-se a comer;
  • Pensa em machucar a si mesma ou ao seu bebê.

Tratamentos Para Depressão Pós-Parto

Se você sentir algum sintoma de depressão pós-parto ou sente “desligada” de alguma forma, certamente é importante falar com seu médico o mais rápido possível. Quanto antes for iniciado o tratamento, mais rapidamente você começará a se sentir melhor. As opções de tratamento para depressão pós-parto incluem:

Medicamentos

Sim, ainda que você esteja amamentando, o tratamento pode incluir medicamentos. Seu médico ou profissional da saúde pode prescrever antidepressivos para alterar o seu quadro mental.

Os antidepressivos atuam modificando as substâncias químicas do cérebro que regulam o humor. No entanto, esse tipo de tratamento pode levar algum tempo até que a diferença seja notada. A maioria dos remédios para tratar quadros depressivos costuma fazer efeito depois do primeiro mês de uso contínuo.

Portanto, se for indicado um tratamento à base de medicamentos, busque tomar no horário indicado todos os dias, sem falha, para que você sinta-se melhor ao final do primeiro mês.

Mas observe como você se sente, pois, em alguns casos, os sintomas podem piorar. É importante sempre manter contato com o seu médico, afinal, ele conseguirá avaliar melhor como está o tratamento, assim poderá te falar se o que está sentindo são apenas efeitos colaterais ou não.

Além disso, não deixe de informar seu médico se estiver amamentando, para avaliar qual a melhor estratégia para o tratamento.

Acompanhamento Terapêutico

Um psicólogo, um assistente social ou um terapeuta podem te orientar para lidar com as mudanças e sentimentos negativos, para que você consiga se ajustar na sua nova rotina. Esses profissionais também podem ajudá-la a elaborar e entender os pensamentos negativos que possa estar tendo e saber como interrompê-los.

Por isso, se você ainda não faz acompanhamento psicológico, é importante iniciar um acompanhamento o quanto antes.

Além da terapia com um profissional, existem outras coisas que podem ajudar:

  • Contar com a família e amigos para ajudá-los nas tarefas;
  • Conversar com amigos e familiares de confiança sobre como você está se sentindo;
  • Descansar o máximo possível quando o bebê estiver dormindo;
  • Dar preferência aos alimentos saudáveis;
  • Manter todos bem informados sobre o seu estado de saúde.

E aí, gostou do nosso post? Acha que ele pode ajudar outras pessoas? Se sim, compartilhe com seus amigos e sempre acompanhe os conteúdos do nosso blog para lidar com a maternidade e paternidade da melhor forma e conte também com a gente para te ajudar nessa fase tão especial!

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